...me lembro como se fosse ontem. Receber a noticia de uma cardiopatia tão grave depois de 9 meses de felicidade, preparação e espera pela minha princesa.
Tudo ficou pra traz... O quarto cor de rosa, as bonecas, o jogo de berço... Não queria nem saber.... Só pensava na recuperação da Maria Clara.
E o tempo se passou, fomos pra casa... A maior alegria da nossa vida.
Mas foram várias insuficiências, varias internações.
E com isso fomos construindo laços...
Laços de amizade e carinho com médicos, enfermeiras, mães na mesma situação.
Como costumo dizer: Depois de Deus.... Se minha filha viveu 1 ano e 11 dias, foi graças à competência da equipe (leia-se Dr. Max, Dr Fantini, Dra Cristhiane, Dr Francis, Dra Hebe, Dra Kátia, Dra Andréa, Dra Alexandra, Vanice, entre muitos outros que tenho certeza que fizeram de tudo pela minha filha, mas que sequer tive oportunidade em conhecer).
Somos gratos a todos que nos ajudaram a ter Maria Clara durante 1 ano e 11 dias em vida e eternamente em nossos corações:

 Aos familiares.
Obrigada pelo amor e ajuda financeira no momento tão delicado.

Á Maria Clara,
“...ainda te amamos tannnnnnnnnnnto que até dói....”

E aos pais de crianças cardiopatas,

MÃE DE CARDIOPATA
... Ser mãe de cardiopata é abdicar de planos e sonhos para viver uma vida de incertezas e sustos. É travar pequenas batalhas todos os dias tendo certeza que no final da luta sairemos todos vitoriosos, quando na verdade a grande vitória é nos mantermos de pé. É **torcer todos os dias para que possamos ver nossos filhos crescendo, indo a escola, namorando, casando e tendo seus próprios filhos, mas acima de tudo, AMAR tanto, mas tanto que em alguns momentos apenas desejando que eles não sofram mais. É aprender a compartilhar a dor, entendendo que dor de mãe não tem tamanho nem intensidade, é simplesmente DOR. É descobrir que ser mãe é ter um estoque infinito de AMOR e de FORÇA, é brigar como nunca imaginamos que poderíamos. É chorar, rir, se desesperar, mas nunca desistir. É ter marcas que jamais se apagarão, que irão nos fazer recordar o quanto tudo valeu a pena. É sentir a angustia da impotência e a felicidade de podermos estar aqui para dar a mão a estes seres tão especiais. É não saber até quando teremos estes anjos conosco, e mesmo assim, agradecer cada minuto que estamos ao seu lado. É finalmente compreender que amor de mãe não respeita tempo nem espaço, ultrapassa os limites do infinito e da própria vida!
Texto de Valéria Macedo - Mãe de Diego, portador da Sindrome do Coração Esquerdo Hipoplásico (hipoplasia do ventriculo esquerdo)

http://mari-desabafoseopinioes.blogspot.com/2010/06/ser-mae-de-cardiopata.html

”Anjos vem para poucos...”
E esses anjos chegam com o coração tão especial que as vezes ficam pouco tempo entre nós... eles chegam, nos fazem rir e chorar... nos fazem felizes e as vezes muito tristes... até que ... assim de repente... se vão. Se vão para junto de Deus para cuidar de nós lá de cima...
02/04/2011

Tatiana e Leonan